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O período de realização da Fenadoce impulsiona o setor do doce não só com as vendas realizadas dentro dos pavilhões do Centro de Eventos, mas também nas docerias espalhadas pela cidade. Os visitantes que chegam a Pelotas incluem no roteiro, além do passeio por pontos turísticos, visitas às confeitarias e fábricas, o que dobra as vendas desses empreendimentos.

O dono de uma dessas docerias conta que, nos dias de semana, fora da época da Fenadoce, são atendidas em média cem pessoas por dia. No entanto, desde o início da feira, esse número saltou para em torno de 400. Para acompanhar a demanda de clientes, a produção foi ampliada em 60%, já que as vendas nos domingos chegam a algumas milhares de unidades. “De 15 a 20 mil, depende do domingo. Eu brinco que a Fenadoce está para o doce igual a Páscoa está para o chocolate”, diz o proprietário, Jean Bento.

Na fábrica da Bidi Doces, que funciona em conjunto com a doceria, somente para a produção da demanda de comercialização nos primeiros sete dias de feira foram compradas duas toneladas de leite condensado e 21 mil ovos. A marca, que confecciona 140 tipos de doces finos, atende somente em sua sede no bairro Fragata. Conforme Bento, a escolha por não comercializar em estandes na própria Fenadoce se dá pela logística e também por não haver necessidade de estar no evento, já que os turistas chegam diariamente até o espaço da confeitaria.

“A gente já esteve há alguns anos na Fenadoce, mas atender duas estruturas com carinho e atenção é muito difícil. No feriado foram 700 pessoas e não faltou doces. Até o fim do dia, quem entrou e saiu levou o que quis para casa.” De acordo com o proprietário, no último final de semana, 13 ônibus de excursão estiveram no local. “Nesse momento a gente recebe um pessoal que está conhecendo a nossa cultura, estamos representando mais do que um produto, mas um patrimônio cultural”, ressalta.

Com balcões recheados de inúmeras opções de doces finos, os turistas aproveitam para encher as caixinhas da doceria com opções para a viagem e para presentear quem não teve a oportunidade de estar na capital nacional do doce. “O pessoal chega na loja e encontra no mínimo cem variedades. Isso enche os olhos. Aí leva para familiares. Tem cliente que leva caixas para congelar e ter por mais tempo”, conta Bento.

Com 30 anos de funcionamento da doceria, o proprietário ressalta que mesmo não participando mais dentro dos pavilhões, a realização da Fenadoce é o momento mais importante do ano para quem empreende no setor. “A gente se prepara, aumenta estoque, dobra o número de funcionários, aumenta a carga de serviço absurdamente.”

Fábricas são atrativos
Longe do bairro Fragata, no Centro, outra doceria é ponto de parada para diversos ônibus de turismo. Conforme a atendente Marivane Silva, o fluxo intenso de clientes é constante. No entanto, no final de semana o movimento aumenta significativamente, gerando inclusive filas na frente do local. “As pessoas ficam mais motivadas a consumir doce. Fim de semana tem bastante filas, os guias já trazem direto nas docerias.”

Marivane explica ainda que outro atrativo da confeitaria Monalu é o espaço para alimentação, com opções de salgados e cafés. “Pessoal senta no local, consome e leva para a viagem, sempre compram várias caixas.” Além disso, os turistas têm curiosidade sobre a fabricação dos doces, trabalho que pode ser observado em tempo real, por meio de um vidro, já que a fábrica é anexa a doceria.

Fonte: Diário Popular

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